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DOLA Portucel deverá seguir o caminho das congéneres europeias, olhando para o Brasil, Uruguai e Moçambique para instalar unidades de plantação de pasta, beneficiar da maior eficiência dos eucaliptos locais e da redução dos custos de produção, dizem os analistas.
Trata-se de um projecto a longo prazo que visa o crescimento orgânico da Portucel, que "tem vindo a analisar diversas alternativas com vista à sua expansão internacional" em regiões "onde as aptidões naturais proporcionam elevados níveis de produtividade florestal".
De acordo com os analistas contactados pela agência Lusa, grandes 'players' internacionais já abriram caminho neste tipo de investimentos, com destaque para a sueco-finlandesa Stora-Enso, que divide com a Aracruz a fábrica de celulose Veracel no Brasil e comprou recentemente em consórcio com a chilena Arauco os activos florestais da espanhola Ence no Uruguai (cerca de 110 mil hectares).
"Também a Portucel está a estudar projectos de investimento alternativos, para instalar unidades de plantação de pasta e aproveitar o crescimento mais rápido dos eucaliptos locais, que tornam o custo de produção mais reduzido - é praticamente metade do custo de produção da Europa", disse um dos analistas.
O especialista neste sector explicou ainda que a produção na América Latina vai destinar-se sobretudo à exportação, ficando uma parte nos mercados domésticos.
"Alguma produção irá para os EUA, outra para a Europa, mas sobretudo irá para o mercado asiático, nomeadamente a China, que é um país que não tem uma produção suficiente de pasta para fazer o papel que precisa", explicou.
"A boa performance da empresa em termos de volumes tem sido a diversificação para outro tipo de mercados, como a Europa de Leste, a Bacia do Mediterrâneo, nomeadamente o Norte de África", disse à Lusa o analista do BPI José Rito, destacando "a estratégia muito assente na marca".
No primeiro semestre deste ano, as vendas totais do grupo aumentaram 3,8%, em termos homólogos, correspondendo a mais 20 mil toneladas, o que contrasta com a queda do mercado.
O desempenho do grupo na Europa superou a evolução do mercado e resultou num esforço adicional de quota de mercado na Europa de mais de 42 mil toneladas, refere a empresa no relatório sobre o primeiro semestre deste ano.
Em particular, a marca Navigator, líder mundial no segmento Premium de papéis de escritório, atingiu novos ganhos, apesar do contexto adverso, crescendo 10% nos mercados europeus, face ao período homólogo de 2008.
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=30&id_news=122486




